Canvas de Modelo de Negócios: Setor de Turismo Brasileiro
Este Business Model Canvas (BMC) foi adaptado para representar o ecossistema e as dinâmicas do setor de turismo no Brasil, conforme o “Panorama Econômico do Turismo Brasileiro” e os documentos fornecidos. Ele sintetiza os principais elementos de criação, entrega e captura de valor na economia do turismo nacional.
Parcerias Principais
Atividades Principais
Propostas de Valor
Relacionamento com Clientes
Segmentos de Clientes
Governamentais: MTur, Embratur, ICMBio, Ibama, Marinha (Capitanias dos Portos), SPU, Governos Estaduais e Municipais.
Promoção e Marketing: Campanhas internacionais (Embratur) e nacionais; feiras e eventos.
Destinos de Sol e Praia: O maior indutor de turismo de massa (7.367 km a 11.000 km de costa).
Digital e e-Visa: Retomada da exigência de visto (EUA, Canadá, Austrália) via plataforma digital (US$ 80,90).
Turistas Domésticos: 11º maior mercado interno do mundo (projeção de US$ 113,2 bilhões em gastos para 2025).
Operação Logística: Gestão de aeroportos, rodovias, ferrovias (Trem do Nordeste) e infraestrutura de cruzeiros.
Turismo Náutico e Cruzeiros: Temporadas com impacto bilionário (R$ 4,76 bilhões em 2025/2026). São Paulo busca expansão para R$ 21 bi/ano.
B2B (Corporativo): Programas de incentivo e atração de feiras (faturamento recorde de R$ 9,75 bilhões no 1º semestre de 2026).
Turistas Internacionais: Especialmente Argentina (principal emissor), seguido de mercado chinês em expansão, EUA, e Europa.
Setor Financeiro: BNDES, Bancos de Desenvolvimento (Nordeste, etc.), Fundo Garantidor (FGI), Bancos de varejo (Repasse do Fungetur).
Gestão de Infraestrutura e Licenciamento: Concessões de parques (Parnamars), estruturação de marinas (SP), licenciamento náutico.
Turismo Corporativo (B2B): Estrutura e serviços para eventos e negócios, embora penalizado por travas de crédito tributário na LC 214/2025.
Atendimento Local e Experiência: Serviços de receptivo, guias locais, e operadores de turismo focados na hospitalidade.
Público de Cruzeiros: Demanda massificada focada em entretenimento a bordo e escalas costeiras.
Terceiro Setor e Comunidades: ONGs (ex: SOS Mata Atlântica para balneabilidade), Comunidades Tradicionais (pescadores artesanais, caiçaras - foco de conflitos e preservação).
Gestão Ambiental e Saneamento: Monitoramento da balneabilidade e mitigação da erosão costeira (obras de engorda x SBN).
Ecoturismo e Parques (Unidades de Conservação): Forte apelo para atrativos como Fernando de Noronha, Lençóis Maranhenses, Jericoacoara.
Turistas de Natureza e Aventura: Buscam turismo em parques nacionais, turismo esportivo (Nazaré/El Salvador como benchmarks).
Agências de Viagens: Físicas e OTAs (agências online), beneficiadas por regime tributário específico (LC 214/2025).
Infraestrutura Turística: Aeroportos, rodovias, parques temáticos, rede hoteleira, marinas (apesar do déficit de vagas).
Infraestrutura Logística: Aeroportos hubs, portos para cruzeiros, terminais rodoviários.
Capital Humano: Mão de obra (2,39 milhões de empregos formais). O setor é altamente dependente da escala 6x1.
Plataformas de Locação: Hospedagem descentralizada (AirBnb, etc.) e locações de temporada.
Recursos Financeiros: Fomentos como o Fungetur (R$ 826 mi para 2026) e incentivos fiscais.
Estrutura de Custos
Fontes de Receitas
Infraestrutura e Manutenção: Obras altíssimas (ex: Engorda em Itapoá orçada em R$ 480 mi, Balneário Camboriú por R$ 90,3 mi). Manutenção da rede aérea e portuária.
Gasto de Turistas Internacionais: Recorde histórico (US$ 7,865 bilhões em 2025 e US$ 7,4 bilhões até agosto de 2026).
Custos Trabalhistas: Impacto sensível de propostas como o fim da escala 6x1 (aumento estimado de 7,84% nos custos com carteira assinada).
Turismo Doméstico: Maior pilar de sustentação (projeção de US$ 113,2 bilhões em 2025).
Tributação (LC 214/2025): Apesar do desconto de 40% na base (IBS/CBS), há restrições de crédito para clientes PJs (hospedagem corporativa). Tributação cheia para bebidas alcoólicas.